A apenas sete quilómetros de distância o cenário é outro, tornando-se uma referência, não em termos de música, mas das artes, devido à Bienal Internacional de Arte. Falamos naturalmente de Vila Nova de Cerveira, pequena urbe pintada a cores rurais (ou vice-versa) que vale a pena visitar, mesmo este não sendo ano da já famosa Bienal.
É, contudo, à custa deste evento, iniciado em 1978, que a vila tem um especial encanto, pois são muitas as obras que ao longo dos anos têm vindo a ser instaladas ao ar livre, transformando-a numa pequena galeria a céu aberto.
Continua a sentir-se o Minho aqui, agora de forma limítrofe, com o sotaque nortenho e o galaico a fundirem-se, unidos pelo rio que outrora separava mas que hoje em dia une a vila espanhola de Goyan e a vila portuguesa, recheando de vida e de bons ventos este casamento saudável com nuestros hermanos.

Uma investida até ao centro, por entre as muralhas do castelo que o rei D. Dinis mandou construir – ele que também foi o fundador da vila – leva-nos de volta ao passado, à Igreja da Misericórdia, à Capela da Senhora da Ajuda, de paredes revestidas a azulejos, às casas dos séculos XVII e XVIII a ladear as ruas estreitas e a uma atmosfera tranquila que contribui para realçar o seu encanto pitoresco.
Depois de tanto passear, de quilómetros que não foram assim tantos, mas de lugares que foram muitos, opte por jantar e repousar num Turismo Rural ou de Habitação, como por exemplo, a Quinta de São Roque, com uma vista privilegiada para o centro da vila. Antes, não se esqueça de passar pela ilha dos Amores, e declarar amor eterno à região.
“Praias há em qualquer parte do mundo. Minho há só um. Verde é que há dois... o branco e o tinto”.
O velho sabe-a toda.

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